{"id":361,"date":"2024-06-15T11:47:40","date_gmt":"2024-06-15T14:47:40","guid":{"rendered":"https:\/\/victorkron.com\/?p=361"},"modified":"2024-06-23T01:24:41","modified_gmt":"2024-06-23T04:24:41","slug":"o-segundo-cu-resenha-polemica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/o-segundo-cu-resenha-polemica\/","title":{"rendered":"O Segundo Cu: Resenha POL\u00caMICA"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u201cTradwives: donas de casa de direita conquistam seguidores\u201d<\/em> foi a not\u00edcia que eu vi num print do Twitter.<\/p>\n\n\n\n<p>Na capa, vi a Nat\u00e1lia Matias, a m\u00e3e que comemorava mesvers\u00e1rio da filha chamada Maria com temas: Maria vai com as outras, Maria do bairro, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu achei curioso, porque ela claramente n\u00e3o era de direita \u2013 ela at\u00e9 disse que n\u00e3o faria mesvers\u00e1rio tem\u00e1tico com a Maria, m\u00e3e de Jesus, porque n\u00e3o queria que as pessoas de outras religi\u00f5es se sentissem mal. Quer coisa mais esquerda cosmopolita do que isso?<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1 tinha ouvido falar dela numa vez que falaram que ela copiava o cabelo de uma outra garota famosa (as pessoas na internet n\u00e3o t\u00eam mais o que fazer e viraram <em>sommelier<\/em> de penteado).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi o coment\u00e1rio em cima da not\u00edcia: segundo um usu\u00e1rio aleat\u00f3rio, aquela mulher na foto tinha um blog que foi compilado em um livro chamado \u201cO Segundo Cu\u201d. No Facebook, circularam alguns dos seus contos mais considerados mais bizarros.<\/p>\n\n\n\n<p>Achei aquilo curioso, fiquei pesquisando daqui e dali e resolvi ler o bendito livro pra saber se era assim t\u00e3o bizarro.<\/p>\n\n\n\n<p>(E confesso que fiquei um pouco triste: seria uma baita jogada de marketing escrever \u201cO Segundo C*\u201d com asterisco, j\u00e1 que o s\u00edmbolo realmente parece com um cu.)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Opini\u00e3o geral<\/h2>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar com os finalmentes: eu gostei. No geral, tive uma opini\u00e3o positiva da obra como um todo. No aplicativo que usei pra ler, dei 3 de 5 estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um livro curto, cheio de contos igualmente curtos, desses que voc\u00ea pode saborear um por um, refletindo sobre o que acabou de ler. Alguns contos s\u00e3o melhores do que os outros, \u00e9 verdade, mas isso sempre acontece com cole\u00e7\u00f5es de contos.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora escreve bem e faz bom uso das palavras, segundo o que ela se prop\u00f5e. Gosto da forma coloquial que ela escreve e os termos expl\u00edcitos t\u00eam o seu charme, j\u00e1 que s\u00e3o pouco comuns nos livros.<\/p>\n\n\n\n<p>E por ser uma escritora contempor\u00e2nea, ela consegue atingir certos aspectos, certas dores que vivenciamos dia a dia, o que d\u00e1 ainda mais relev\u00e2ncia pra obra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Falta de sutileza<\/h2>\n\n\n\n<p>Mas o livro n\u00e3o \u00e9 perfeito: seu grande problema \u00e9, justamente, a falta de sutileza em alguns pontos. E eu n\u00e3o estou falando dos palavr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, a Nat\u00e1lia faz contos sobre todo tipo de fetiche que voc\u00ea pode imaginar, e escreve de maneira bem literal, algo que pode incomodar alguns.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esse n\u00e3o \u00e9 o problema do livro \u2013 afinal, a literatura sempre chocou, especialmente desde a inven\u00e7\u00e3o dos romances modernos. O ponto \u00e9 que, com sua literalidade, ela acaba deixando pouco espa\u00e7o pra profundidade nas analogias.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo: logo em um dos primeiros contos, o \u201cJiboia Africana\u201d, ela fala sobre viol\u00eancia contra a mulher. Se o conto tivesse acabado um pouco antes do final (mais precisamente, na parte que diz que \u201cHenrique tinha matado Helo\u00edsa\u201d, j\u00e1 ter\u00edamos entendido que sua mensagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, depois da sua narrativa, ela finalizou com outros dois par\u00e1grafos explicando o que ela quis dizer. Isso \u00e9 subestimar a intelig\u00eancia da audi\u00eancia, como se sem essa explica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fosse poss\u00edvel entender o que ela disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos contos seriam bem melhores se ela acabasse o conto alguns par\u00e1grafos antes, sem nenhuma explica\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo \u00e9 o conto \u201cO irresist\u00edvel Peixe-mo\u00e7a\u201d, que poderia ter acabado sem o par\u00e1grafo final, deixando pro leitor completar as lacunas e chegar \u00e0 conclus\u00e3o do que ela queria dizer com o texto.<\/p>\n\n\n\n<p>A analogia \u00e9 como uma piada: quando voc\u00ea explica ela pro leitor, perde a gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me incomodei com os contos sobre fetiches bizarros, que permeiam a maioria do livro. Entendo o valor que o choque tem na literatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas acho que a Nat\u00e1lia podia ter deixado as coisas escrachadas quando fala de sexo e nojeira, mas manter a sutileza quando quisesse trazer mensagens mais profundas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBolo mofado\u201d \u00e9 um de seus contos mais famosos \u2013 talvez o mais famoso. J\u00e1 vi diversas mulheres falando sobre o quanto se identificaram com a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora imagine se, no fim da hist\u00f3ria, ela escrevesse:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse bolo mofado que recebemos \u00e9 o afeto das pessoas que nos fazem mal. Comemos porque \u00e9 a \u00fanica coisa que nos oferecem e nos acostumamos a isso. Por causa disso, quando algu\u00e9m que quer o nosso bem chega em nossa vida, acabamos n\u00e3o entendendo aquele tipo de afeto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto teria explicado o conto? Teria, mas tamb\u00e9m teria feito com que ele perdesse toda a gra\u00e7a, que \u00e9 a de complementar o que est\u00e1 dito nas palavras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tocando a alma humana<\/h2>\n\n\n\n<p>Tem outro ponto que me incomodou \u2013 n\u00e3o porque foi ruim, mas porque me pareceu que podia ser em melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns contos, realmente senti que a Nat\u00e1lia conseguia tocar o mais fundo da alma humana, naqueles sentimentos escondem ou n\u00e3o sabem que sentem.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, no conto \u201cPalha\u00e7os da Alegria\u201d, consegui imaginar como uma pessoa podia usar do altru\u00edsmo como uma esp\u00e9cie de ego\u00edsmo, ajudando os outros s\u00f3 para se sentir superior e sinalizar virtudes para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cVegetariano\u201d, gostei da sutileza com que ela mostrou a hipocrisia do rico vegano que queria impor \u00e0 sua empregada uma realidade claramente inacess\u00edvel a ela (as frases feitas e o tom professoral tornaram a hist\u00f3ria ainda melhor).<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cGalinhas de Estima\u00e7\u00e3o\u201d, confesso que fiquei encantado pensando na capacidade de certas pessoas de ver o belo nas coisas simples, amando at\u00e9 mesmo aquilo que <em>parece<\/em> n\u00e3o merecer ser amado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em muitos dos contos, pude notar uma s\u00e9rie de lugares-comuns da esquerda progressista.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja bem, o problema realmente n\u00e3o \u00e9 ser de esquerda \u2013 afinal, a maioria da classe art\u00edstica \u00e9 de esquerda, e isso n\u00e3o os impediu de fazer obras excelentes. S\u00f3 de cabe\u00e7a, consigo pensar em Tolst\u00f3i, Camus em Oscar Wilde.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o pude deixar de ficar um pouco desapontado com isso: \u201cela tem capacidade de ir t\u00e3o al\u00e9m das cr\u00edticas mais b\u00e1sicas e penetrar na alma humana em certos contos, por que em outros ela fica perdendo tanto tempo com cr\u00edticas que a gente l\u00ea todo dia no Twitter?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu entendo que a classe art\u00edstica tem que pagar o seu ped\u00e1gio pra ficar bem com a galera, mas acho que ela passou do ponto em alguns momentos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o acho que isso impe\u00e7a a leitura do livro, at\u00e9 porque esta \u00e9 a primeira obra da autora. Creio que ela pode lan\u00e7ar outras obras ainda melhores no futuro, caso n\u00e3o desista de escrever.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rea\u00e7\u00f5es ao livro<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das coisas que me surpreendeu a respeito das rea\u00e7\u00f5es do livro foi a surpresa das pessoas. Eu j\u00e1 esperava rea\u00e7\u00f5es desse tipo das pessoas mais conservadoras que passaram a segui-la por conta dos conte\u00fados que ela faz sobre maternidade. No entanto, a esquerda tamb\u00e9m pegou pesado nas cr\u00edticas moralistas.<\/p>\n\n\n\n<p>E sabe o curioso? Ela \u00e9 claramente de esquerda. N\u00e3o sei se ela se importa muito com pol\u00edtica e nem se ela se considera de esquerda, mas ela claramente tem uma vis\u00e3o mais voltada \u00e0 centro-esquerda (na falta de termo melhor).<\/p>\n\n\n\n<p>Se ela se declarasse feminista ultrarradical, antifascista e todos esses termos que deixa essa turma satisfeita, certamente seus contos seriam defendidos como a mais pura e incorrupt\u00edvel obra de arte jamais feita.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ela ousou ter uma fam\u00edlia tradicional, parar de trabalhar fora de casa e, olhem s\u00f3 que heresia, fez promessa pra S\u00e3o Jo\u00e3o! Com isso, n\u00e3o d\u00e1 pra esquerda defender, ainda mais com a acusa\u00e7\u00e3o de que ela era <em>tradwife<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que a esquerda \u00e9 muito mais moralista do que qualquer conservador tradicionalista dos dias de hoje. Eles querem que todos sigam a moral e bons costumes segundo sua pr\u00f3pria agenda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 como se, por ela ter ousado dar um passinho fora da bolha, ela tivesse se tornado inimiga.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Choque e juventude<\/h2>\n\n\n\n<p>A literatura sempre chocou. Desde o primeiro romance realista, \u201cMadame Bovary\u201d, que fez o autor ser julgado por ir contra a moral.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo pode ser dito de \u201cO Retrato de Dorian Grey\u201d, com suposta apologia ao homossexualismo. Ou \u201cLaranja Mec\u00e2nica\u201d, com sua viol\u00eancia expl\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>E no Brasil, n\u00e3o podemos nos esquecer de Nelson Rodrigues, que j\u00e1 publicava contos cheios de putaria nos anos 60 \u2013 contos esses coletados no brilhante \u201cA vida como ela \u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o que a Nat\u00e1lia faz n\u00e3o \u00e9 novo, \u00e9 s\u00f3 o que a literatura sempre tem feito: entregar an\u00e1lises da alma humana sob o manto narrativo, cheio de elementos liter\u00e1rios (como o <em>choque<\/em>) que prendem o leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>Claramente a Nat\u00e1lia era uma jovem <em>edgy<\/em> quando escreveu esses contos. Ela nem usa o mesmo nome com o qual assinou o livro em suas redes sociais: de Nat\u00e1lia Nodari, agora virou Nat\u00e1lia Matias, por conta do sobrenome do esposo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo que d\u00e1 pra ver por seu conte\u00fado atual no Instagram, ela j\u00e1 passou dessa fase e talvez nem queira mais se associar com esse livro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 como se voc\u00ea tivesse chegado aos 30 e ainda tivesse todas aquelas fotos vergonhosas da \u00e9poca do Orkut e Facebook na internet, sem que voc\u00ea pudesse delet\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rea\u00e7\u00e3o \u00e0s cr\u00edticas<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 que estamos falando da autora, vale a pena fazer mais um coment\u00e1rio: algo que me decepcionou em tudo isso foi a rea\u00e7\u00e3o que ela teve \u00e0s cr\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vi um v\u00eddeo no TikTok no qual ela se explicava, dizendo que ela sempre escreveu na perspectiva do vil\u00e3o, e que usava esses contos pra lidar com traumas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o duvido do que ela tenha passado e sei que a escrita pode ser terap\u00eautica de muitas maneiras. Tamb\u00e9m nunca passei pelo trauma que ela sofreu, ent\u00e3o posso correr o risco de estar sendo um pouco injusto aqui&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por que ela ficou toda preocupada com a rea\u00e7\u00e3o das pessoas? Sinceramente, a explica\u00e7\u00e3o que ela deu no TikTok de <em>escrever na perspectiva do vil\u00e3o<\/em> me pareceu fraca. Acho que ela podia ter reagido de maneira diferente ao inv\u00e9s de fazer voz fininha, biquinho e cara de choro<\/p>\n\n\n\n<p>Era mais f\u00e1cil explicar o que, muito provavelmente, \u00e9 a verdade: foi uma fase anterior, na qual ela era uma adolescente querendo chocar, e aquilo n\u00e3o mais a representava.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual o problema em dizer que voc\u00ea era uma adolescente <em>edgy<\/em> e queria chocar o mundo com os seus contos? Que queria ser a nova Bukowski ou a nova Nelson Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O futuro de Nat\u00e1lia Nodari<\/h2>\n\n\n\n<p>A Nat\u00e1lia j\u00e1 foi redatora publicit\u00e1ria. Eu tamb\u00e9m. Por isso, sei que ela conhece t\u00e9cnicas de marketing.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha namorada disse que ela espalhou cartazes pela sua cidade convidando as pessoas a \u201clerem o seu segundo cu\u201d. Ela escolheu um t\u00edtulo chocante, criou uma base de seguidores nas redes sociais, tudo bem planejado, fez um lan\u00e7amento inusitado, tudo muito bem planejado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m vejo o cuidado que ela tem com seu Instagram atual de maternidade. Vejo suas habilidades de edi\u00e7\u00e3o, os roteiros dos v\u00eddeos e as ideias pra viralizar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, sei que ela n\u00e3o \u00e9 boba e que poderia ter usado essa situa\u00e7\u00e3o pra desenvolver sua carreira de escritora. No entanto, esse parece n\u00e3o ter sido o caminho que ela escolheu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela provavelmente est\u00e1 com uma vida bastante confort\u00e1vel com seu trabalho de influencer, a julgar pelos seus 500 mil seguidores. Por que, ent\u00e3o, perder tempo escrevendo coisas pol\u00eamicas, quando isso pode prejudicar definitivamente o seu ganha-p\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Ela parece ter escolhido o caminho com dinheiro e sem pol\u00eamicas, e ningu\u00e9m pode julg\u00e1-la por isso \u2013 quantos de n\u00f3s n\u00e3o ter\u00edamos feito o mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um lado meu n\u00e3o pode deixar de ficar triste. Queria que ela tivesse coragem de defender o livro, apesar de todos os seus defeitos. Queria que ela anunciasse um terceiro, quarto e quinto cu ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas eu acho que isso n\u00e3o vai acontecer. No m\u00e1ximo, ela deve lan\u00e7ar um livro com contos fofinhos sobre maternidade e vida em casal. Veja bem, isso \u00e9 legal, mas \u00e9 um caminho muito mais seguro que talvez n\u00e3o gere textos t\u00e3o provocativos quanto no seu primeiro livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Se ela tiver coragem pra continuar com a sua escrita, sem medo do que as pessoas v\u00e3o pensar dela, acho que ela pode ser uma das escritoras brasileiras mais famosas da atualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando ela morrer, compilar\u00e3o o roteiro de seus melhores Reels e far\u00e3o um livro de colet\u00e2nea de contos sobre a maternidade e vida em casal, mesmo que ela n\u00e3o pe\u00e7a por isso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha de &#8220;O Segundo Cu&#8221;, de Nat\u00e1lia Nodari.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":387,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_blocks_custom_css":"","_kad_blocks_head_custom_js":"","_kad_blocks_body_custom_js":"","_kad_blocks_footer_custom_js":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5,26],"tags":[],"class_list":["post-361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","category-literature","entry"],"taxonomy_info":{"category":[{"value":5,"label":"Literatura"},{"value":26,"label":"Literature"}]},"featured_image_src_large":["https:\/\/victorknov.com\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/o-segundo-c.png",640,427,false],"author_info":{"display_name":"Victor Knov","author_link":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/author\/vitinho5656\/"},"comment_info":0,"category_info":[{"term_id":5,"name":"Literatura","slug":"literatura","term_group":0,"term_taxonomy_id":5,"taxonomy":"category","description":"","parent":0,"count":5,"filter":"raw","cat_ID":5,"category_count":5,"category_description":"","cat_name":"Literatura","category_nicename":"literatura","category_parent":0},{"term_id":26,"name":"Literature","slug":"literature","term_group":0,"term_taxonomy_id":26,"taxonomy":"category","description":"","parent":0,"count":5,"filter":"raw","cat_ID":26,"category_count":5,"category_description":"","cat_name":"Literature","category_nicename":"literature","category_parent":0}],"tag_info":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=361"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":365,"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361\/revisions\/365"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/387"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/victorknov.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}